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Tarsila do Amaral

Escrito por Jehoval Junior.

 

Nasceu em Capivari no dia 1º de setembro de 1886 e foi batizada na Igreja São João Batista de Capivari um mês após seu nascimento. Filha de José Estanislau do Amaral Filho, conhecido na cidade por drº Juca, um importante chefe político local que exerceu o cargo de presidente da Câmara Municipal de Capivari e de d. Lydia Dias de Aguiar do Amaral, grande musicista autodidata que alegrava a todos com sua genialidade musical.

Em Capivari Tarsila passou sua primeira infância entre a cidade e a fazenda São Bernardo adquirida por seu pai em 1889. Nas fazendas de seu pai pôde interagir com a natureza e retirar dela elementos que mais tarde seriam fundamentais para concretização de sua obra artística inovadora.

Pintora, jornalista, desenhista, crítica de arte, escultora, cronista, poetisa, mulher. Foi a artista mais a frente de seu tempo. Viveu o esplendor da década de 20 e viajou por quase todos os continentes, conhecendo e representando os brasileiros nas mais longínquas terras. Por onde passou deixou sua marca de pintora que fazia arte pura e brasileira. Vivendo entre Capivari, São Paulo e Europa foi mulher que amou. Primeiro amou sua liberdade e depois amou com ternura os maridos que sucederam sua longa existência. Casou-se primeiramente por imposição da família com seu primo, André Teixeira Pinto.

Com o marido viveu na fazenda São Bernardo onde teve sua única filha, Dulce. Após separação mudou-se para São Paulo e posteriormente para Paris a fim de estudar pintura. Casou-se também com Oswald de Andrade com quem viveu curto período sendo traída por ele com sua amiga Pagú. Depois Osório César, médico psiquiatra engajado com as causas operárias e com quem Tarsila viajou para a extinta União Soviética. E por último com Luís Martins com quem viveu por quase dezoito anos, separando-se após a descoberta de um romance com sua prima.

Tarsila do Amaral pintou quadros de grande importância nacional e internacional. Ela rompeu com padrões acadêmicos e inaugurou uma pintura que representa o Brasil e o povo brasileiro. Dentre suas obras podemos destacar: “Abaporu”, “Operários”, Antropofagia”, “Cartão Postal”, “A Negra” dentre diversos outros que compõem a obra, fruto de sua brasilidade espontânea.

Perdeu sua neta e sua filha prematuramente e após uma cirurgia na coluna perdeu os movimentos nas pernas ficando restrita ao uso de uma cadeira de rodas. A artista faleceu na cidade de São Paulo com 86 anos de idade, e foi enterrada no Cemitério da Consolação, no dia 17 de janeiro de 1973.

 

 

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