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Zetti

Escrito por Jehoval Junior.

 

Armelino Donizete Quagliato, conhecido em todo o País como Zetti, nasceu em 10 de janeiro de 1965, em Porto Feliz, interior de São Paulo

Zetti iniciou a carreira nos infantis Capivariano Futebol Clube, de Capivari, onde viveu sua infância. De lá, foi para os juvenis do Guarani, de onde foi dispensado por ser "gordo". Foi em seguida para o Palmeiras, que, por ter muitos goleiros, o emprestou para o Toledo, do Paraná, em 1983, onde fez sua estréia como profissional. Voltaria para o Parque Antártica no ano seguinte. Porém, no alviverde não teve oportunidades e, após um ano sem entrar em campo, voltou ao Paraná para defender o Londrina, em 1985. Terminado o empréstimo, Zetti voltou ao Palmeiras no ano seguinte como terceiro goleiro.

Em 1987, estava na reserva, mas assumiu o gol do time depois de uma expulsão infantil do titular, o titular voltou ao time no jogo seguinte, porém, alguns poucos jogos depois, o técnico do Palmeiras foi demitido depois de cinco jogos sem vitória, e o interino Minuca resolveu manter Zetti como titular, decisão confirmada pelo novo técnico, Valdemar Carabina. Ele havia estreado como titular no dia 5, na derrota para o São Bento por 1x0, mas nesse mesmo jogo deu início a uma sequência de 1.238 minutos sem sofrer gols, que só seria quebrada pelo zagueiro Luís Pereira, do Santo André, em 24 de maio.

No ano seguinte, ainda defendendo o Palmeiras, Zetti quebrou a perna numa disputa de bola com o jogador Bebeto, do Flamengo, isto quase lhe custou a carreira como profissional e o afastou dos jogos por um longo tempo. Quando retornou, a vaga de titular tinha sido assumida por Velloso. Zetti já sem espaço no Palmeiras, comprou seu próprio passe e negociou-o com o São Paulo em 1990.

No São Paulo, Zetti ganharia a posição de Gilmar e ficaria por mais de seis anos, conquistando inúmeros títulos. Em seu currículo, Zetti tem os mais importantes títulos que um jogador Brasileiro pode conquistar. Foi bicampeão da Libertadores da América (1992 e 1993), do Mundial interclubes (1992 e 1993), um campeonato brasileiro (1991) e o bicampeonato paulista (1991 e 1992). Foi dele a defesa que garantiu o título da Libertadores de 1992, na decisão por pênaltis, no Morumbi, contra o Newell's Old Boys, da Argentina. Ao levantar-se do chão, gritou: "Sou campeão da América!" Ao lado de Raí e Müller, era um dos homens de confiança do técnico Telê Santana.

Em 1993, foi apontado em uma pesquisa europeia como o quinto melhor goleiro do mundo. Foi nessa época que chegou à Seleção. Pela Seleção, foi campeão da Copa do Mundo de 1994, como reserva de Taffarel.

Ao fim de seis anos como goleiro titular, Zetti ganhou passe livre da diretoria, que queria promover Rogério Ceni a titular, e transferiu-se para o Santos, onde permaneceu por três anos e acumulou mais dois títulos (Torneio Rio-São Paulo, em 1997, e Copa Conmebol, em 1998). Seguiram-se passagens por Fluminense, União Barbarense e Sport, onde, em 2001, encerrou a carreira.

Após encerrar a carreira de quase vinte anos como jogador, Zetti ficou afastado do futebol por dois anos, quando fez um curso de treinador e treinou os juniores do São Paulo. Em 2003 assumiu a sua primeira equipe profissional, o Paulista de Jundiaí. Teve curtas passagens por outros clubes até assumir o Atlético Mineiro em 2007. Porém, após 11 jogos no comando da equipe, foi dispensado. Somando três vitórias, cinco empates e três derrotas, Zetti deixou o clube mineiro na 15ª posição do Campeonato Brasileiro e assumiu o Fortaleza uma semana depois. Ele ficou no time cearense até a antepenúltima rodada da Série B, quando duas derrotas contra times ameaçados pelo rebaixamento acabaram com as chances de acesso do time e fizeram com que o treinador, que tinha apenas um contrato verbal, pedisse demissão do cargo. Em fevereiro de 2008, Zetti foi contratado para comandar o Ituano no lugar de Pintado, que foi para o São Caetano, e um mês depois aceitou convite para dirigir o Juventude até o final da temporada. No seu terceiro jogo no comando, o time de Caxias do Sul eliminou o Grêmio do Campeonato Gaúcho, quebrando uma escrita de quatro anos sem vitórias sobre o clube da capital gaúcha.

Zetti tinha como marca registrada o seu uniforme com calças, hábito que influenciou o então jovem goleiro Rogério Ceni, que jogava na equipe Júnior do São Paulo e que foi reserva de Zetti quando este ainda jogava pelo clube da capital paulista. Dedica-se à pintura nas horas vagas.

 

 

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