AMARAL

Alexandre da Silva Mariano nasceu em Capivari no dia 28 de fevereiro de 1973, e sempre foi conhecido por Amaral. Antes de iniciar nas categorias de base do Palmeiras, foi coveiro. Amaral conta uma história de arrepiar ocorrido com ele no Cemitério São João Batista de Capivari: “No cemitério, eu e o meu chefe íamos enterrar um homem. Enquanto o meu chefe tratava de outra coisa, eu estava a colocar as pétalas de rosa em cima do morto, que estava com os braços cruzados em cima do peito. Aí, caiu uma pétala e eu abaixei-me para apanhá-la. De repente, o braço do morto foi contra mim. Apanhei um susto. De morte, mesmo! Corri até chocar com o meu chefe e regressei intranquilamente ao local. Só aí percebi que a mão do morto caiu porque o corpo estava ligeiramente descaído. Mas foi um susto daqueles!”

Conta-se que o jogador ficou com um problema no rosto, principalmente nos olhos, após uma brincadeira de mau gosto entre amigos que lhe deram um susto no cemitério causando um impacto permanente em sua face.

Jogou pela Seleção Brasileira entre 1995 e 1996, incluindo a sua participação nos Jogos Olímpicos de 1996.

Destaque do time palmeirense, em 1996 foi negociado com o futebol europeu.

Logo de cara, defendeu um grande clube do futebol mundial, o Parma, então campeão da Copa da UEFA, jogando ao lado de grandes craques. Encontrou muita dificuldade para se adaptar, e assim foi transferido para o Benfica.

Também não deu sorte no futebol português, e então foi devolvido por empréstimo ao Palmeiras, no ano de 1997. Devido às partidas pelo Verdão, o Benfica resolveu dar-lhe outra chance de mostrar seu futebol no cenário internacional. Porém, disputou apenas cinco partidas pela Liga Portuguesa, e acabou voltando para o futebol brasileiro.

Assinou pelo Corinthians, o maior rival do Palmeiras, o que gerou muita polêmica na época. Foi Campeão Brasileiro em 1998, e ainda levantou a taça do Campeonato Paulista em 1999, antes de ser comprado pelo Vasco da Gama, que preparava um super-time. Junto de Amaral chegaram Edmundo, Romário e Juninho Paulista.

Esse time empilhou diversas taças como o Torneio Rio-São Paulo de 1999, o Campeonato Brasileiro de 2000, e a Copa Mercosul de 2000. Depois do sucesso vascaíno, foi vendido ao Fiorentina. Diferente de sua primeira passagem pelo velho continente, desta vez ele conseguiu se firmar, e se manteve na titularidade até 2002, quando o clube italiano foi extinto. Devido às dividas superiores a 22 milhões de euros o clube abriu falência.

No mesmo ano, assinou pelo Besiktas, onde foi Campeão Turco. No fim de seu contrato, assinou pelo Grêmio, um contrato de seis meses, como um dos reforços para a disputa da Copa Libertadores da América, no ano do centenário do clube. Com a eliminação precoce do time gaúcho, Amaral cumpriu seu contrato e não renovou.

Em 2004, assinou pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, porém não disputou sequer uma partida. No segundo semestre, disputou a Série B pelo Vitória, numa campanha drástica, foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, foi anunciado pelo Atlético Mineiro, mas não se firmou como titular devido às seguidas lesões. Em 2006, voltou para a Europa, defendendo o Pogoń Szczecin, da Polônia.

Ainda passou pelo Santa Cruz, antes de ajudar o Grêmio de Barueri a subir para a Série A. Em 2009, aos 36 anos, partiu para a Austrália, jogou a A-League pelo Perth Glory Football Club. Nesse mesmo ano ainda foi contratado pelo Grêmio Catanduvense para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. Hoje é estrela no futebol da Indonésia, que inclusive tem cartazes de divulgação da Liga Nacional, com fotos do veterano. Seu clube é o desconhecido Manado United. Foi Secretário de Esportes de Capivari ficando muito pouco tempo à frente da pasta.